sábado, 11 de março de 2017

Dia Internacional da Mulher. Nem Bela, nem recatada e nem do Lar!

Dia Internacional da Mulher. Nem Bela, nem Bonita e nem recatada! Questões de gênero a se pensar.

         Gostaria de iniciar minha fala narrando um caso que aconteceu recente. Em 19 de Abril de 2016, numa terça-feira, a Revista Veja lançou uma matéria com a possível  nova primeira-dama, a esposa do então Vice-presidente , Michel Temer. Estamos falando da entrevista realizada com Marcela Temer, 43 anos mais jovem que seu marido. Conclusão, a Revista Veja consegue vender a imagem da“dama perfeita para o governo”.

         Fica evidente a tentativa da revista de fazer uma oposição ao que Dilma representa. Uma mulher aguerrida, forte, fora do padrão imposto do que se entende que uma mulher deve se comportar. Mas, é como se dissessem: mulher boa é a esposa, a primeira dama, a “que está por trás de um grande homem”. É evidente a misoginia da qual a presidenta Dilma vem sendo alvo. Um homem no lugar dela não teria a capacidade questionada e nem sofreria ataques tão violentos como os que Dilma vem sofrendo daqueles que não respeitam a legalidade. A matéria de Veja confirma isso ao enaltecer Marcela Temer como a mulher que todas deveriam ser, à sombra, nunca à frente. Destaco que não critico aqui Marcela e mulheres que possuem estilo parecido. O problema é julgar que esse modelo deve ser o padrão.
          Qual é o lugar da mulher na sociedade, e em especial, na sociedade brasileira? Então, é a partir desse movimento de problematizar questões do presente, como o papel da mulher nesse dia, 08 de março, uma quarta feira de 2017, que  vamos nos voltar para o passado, para pensarmos no dia Internacional da Mulher.
        
         História do 8 de março.
         No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para 10 horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário).
          Equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
          A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano.
          Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).
Quem é a mulher? A jovem, A mãe, A trabalhadora: em fábricas, escritórios, em escolas e principalmente em casa.
            Hoje a mulher ocupa os mesmos cargos de trabalho que os homens. Temos mulheres vereadoras, deputadas, ministras, juízas, presidentes.  No sentido de opção de trabalho muita coisa mudou para as mulheres depois de incansáveis lutas pelos seus direitos.
Será que perante a sociedade a mulher conquistou realmente os mesmos direitos que o homem?

          A violência contra a mulher.
 A violência contra a mulher é um dos fenômenos sociais mais absurdos e inaceitáveis. É uma tática consciente para obter poder e controle sobre a mulher.  Quando acontece em ambiente familiar é uma fonte de medo, dano físico e psicológico à mulher e também às crianças, incluindo todos tipos de ameaças e privação de liberdade.
   A violência contra a mulher não é doença genética, nem consequência de alcoolismo, drogas, estresse ou raiva descontrolada, tampouco consequência do comportamento da vítima ou da pobreza.
   A violência contra a mulher é fruto da desigualdade entre homens e mulheres. Vamos acabar com a desigualdade! Vamos acabar com a violência contra a mulher!
       No Brasil, há mais de três décadas, as mulheres DENUNCIAM e tentam dar visibilidade a essa situação. Neste período o país participou de várias convenções e assinou diversos tratados em prol da redução da violência doméstica e de gênero. Este ano o Governo Federal lançou um Plano Nacional de Prevenção e Redução da Violência Doméstica e de Gênero. Porém, todas estas iniciativas ainda não tem desencadeado um processo de mudança que de fato supere a violência contra a mulher.
        É fato que, em nosso contexto de tantas contradições socio-econômicas, as mulheres são vítimas de violência tanto quanto os homens. Mas a situação das mulheres é ainda agravada pela violência sexista.
          Acostumamo-nos a considerar como violência somente os atos que provocam algum tipo de lesão física. No entanto, a violência também ocorre na forma de destruição de bens, ofensas, intimidação das filhas e dos filhos, humilhações, ameaças e uma série de atitudes de agressão e desprezo; situações que desrespeitam os direitos das mulheres, seja na rua, nas escolas, nos consultórios, nos ônibus, nas festas e, sobretudo, em casa.

VIOLÊNCIA FÍSICA E EMOCIONAL
  •  Sofrer agressões físicas, inclusive, deixando marcas, como hematomas, cortes, arranhões, manchas, fraturas;
  •  Sofrer humilhações e ameaças diante de filhos e filhas;
  •  Ser impedida de sair para o trabalho ou para outros lugares, e trancada em casa;
  •  Ficar sozinha com o cuidado e a educação das crianças;
  •  Sofrer ameaças como de espancamento e morte, incluindo suas crianças;
  •  Ocupar-se sozinha com os afazeres domésticos;
  •  Ficar sem assistência quando está doente ou grávida;
  •  Ter utensílios e móveis quebrados e roupas rasgadas;
  •  Ter documentos destruídos ou escondidos
VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA
  •  Ignorar a existência da mulher e criticá-la, inclusive, através de ironias e piadas sexistas/machistas;
  •  Falar mal de seu corpo;
  •  Insinuações de que têm amantes;
  •  Ofensas morais contra a mulher e a sua família;
  •  Humilhação e desonra, inclusive, na frente de outras pessoas;
  •  Desrespeito pelo trabalho da mulher em casa;
  •  Críticas constantes pela sua atuação como mãe;
  •  Uso de linguagem ofensiva em relação à sua pessoa.
VIOLÊNCIA SOCIAL
  •  Salários diferenciados para o mesmo cargo;
  •  Exigência de boa aparência;
  •  Assédio sexual;
  •  Exigência de atestado de laqueadura ou exame de gravidez;
  •  Discriminação em função de posicionamento político ou religioso;
  •  Expor e usar o corpo da mulher como objeto nos meios de comunicação;
  •  Promover e explorar a prostituição de meninas e o turismo sexual.

Estudo de caso: Uma mulher nem bela, recatada e nem do lar.

“Amuralhar o próprio sofrimento é arriscar que ele te devore desde dentro”
“Se eu pudesse lhe dar alguma coisa na vida, eu lhe daria a capacidade de ver a si mesmo através dos meus olhos. Só então você perceberia como é especial para mim. ”
“Nada é absoluto. Tudo muda, tudo se move, tudo gira, tudo voa e desaparece”
“Tentei afogar minhas mágoas, mas as malditas aprenderam a nadar, e agora estou sobrecarregada com essa decente e boa sensação”
Todas essas frases são da artista mexicana  Frida Kahlo. Marcada por sua própria existência, pelos grandes golpes que a vida lhe deu e por seu imenso amor por Diego Rivera, sua vida foi repleta de infortúnios que nunca cessaram. Frida teve uma vida que faria muitas mulheres se vestirem de luto, mas ela preferiu vestir-se de flores.


''Pinto a mim mesmo porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.''
 
Por. Prof.: Robson Victor da Silva Araújo - História.

quinta-feira, 2 de março de 2017

AULA DE HISTORIA - 1º ANO

Construindo a Historia


O que é Historia? Quem constrói a História? Para que serve a Historia? Para entender a essas perguntas, é necessário entender que existem diferenças entre as historias vividas pelos grupos humanos e as historias que foram escritas sobre eles.

Essas foram algumas questões levantadas pelo professor para estimular os alunos pelo aprendizado da Historia.

Nessa Imagem passado e presente registrados para uma reflexão mais divertida.

Depois vimos um vídeo do Historiador e professor da Unicamp  Leandro Karnal com o seguinte tema: Porque eu gosto de História? Caso queira rever o vídeo o link segue logo embaixo:

Porque eu gosto de História?

Em seguida pensamos que a História é feita por fontes históricas, essas são os vestígios do passado usado pelo historiador para obter informações do passado sobre seu tema de estudo.

Em seguida mostramos exemplos divertidos e legais de algumas fontes históricas.


Livros
Filmes  

 Fotografias


 Jornais


Máquina de fotografia


Para trazer um pouco da Historia e o cotidiano na realidade local ouvimos a musica feira de Mangaio, da cantora Clara Nunes e Sivuca (1978) para pensar nas relações entre cultura, historia e vivencias. Aproveite e ouça a musica no link abaixo:
Feira de Mangaio.

Quando tiver mais tempo algumas reflexões sobre o conceito de Historia e Tempo.


PROGRAMA DE MONITORIA VOLUNTÁRIA DA EEEM LUIZ GONZAGA BURITY EDITAL 01/2017

Olá pessoal, saiu o edital para seleção da MONITORIA VOLUNTÁRIA de nossa escola EDITAL 01/2017

Informações sobre as inscrições (item 6 constante no Edital)


6. DAS INSCRIÇÕES

6.1.    Para concorrer ao processo de seleção da Monitoria Voluntária o candidato deverá:

I. Estar cursando, no mínimo, o Ensino Médio matriculado regularmente;

II.   Ter sido aprovado na disciplina que caracteriza a área da Monitoria Voluntária pretendida;

III. Comprovar haver compatibilidade entre os horários de suas atividades escolares e os propostos para o desenvolvimento da Monitoria Voluntária;

IV.  Não ter desistido da atividade de monitoria anteriormente;

V.      No ato da inscrição o(a) aluno(a) PODERÁ ESCOLHER ATÉ DUAS disciplina(s) para realizar a seleção. Caso este seja aprovado(a) em ambas disciplinas deverá escolher por qual permanecerá. Para o que candidato(a) imediatamente anterior a ele possa assumir a vaga disponível.

VI. Cada aluno poderá se inscrever para a série e a turma a qual está matriculado. Casos excepcionais serão discutidos pela coordenação do projeto.

6.2.  Período de Inscrição: 01 a 08 de Marco de 2017.

6.3.  Horário de Inscrição: 07 às 11 h, 13 às 17 h e 18 às 21horas (Secretaria da escola)

6.4.    A Unidade Escolar não se responsabiliza por inscrições não recebidas em razão de ordem técnica ou de incompatibilidade de horário de funcionamento da referida unidade.


6.5. A inscrição do candidato implica em compromisso tácito de aceitar as condições estabelecidas neste Edital.

Todas as outras informações estão dispostas no Edital 001/2017.

EDITAL 01/2017 - PROGRAMA DE MONITORIA VOLUNTÁRIA DA EEEM LUIZ GONZAGA BURITY